A divulgação do Boletim de Execução Orçamental referente a dezembro de 2025 vem confirmar, de forma inequívoca, os alertas e as preocupações que o PS/Açores tem vindo a expressar sobre a grave situação financeira da Região.
No final de 2025, quinto ano completo de governação da coligação liderada por José Manuel Bolieiro, o desequilíbrio orçamental do Governo Regional agravou-se em cerca de 90% face ao ano anterior, atingindo um saldo negativo de aproximadamente 220 milhões de euros.
Este agravamento das contas públicas regionais desmente claramente a narrativa otimista do Governo e dos partidos que o sustentam e evidencia uma gestão financeira marcada pela incompetência, pela ausência de planeamento e por uma dependência crescente do exterior.
Como sublinha o dirigente do PS/Açores, Carlos Silva “estes números refletem aquilo que ouvimos diariamente nas ruas, junto de empresários, instituições e famílias, que se queixam de atrasos nos pagamentos e de cortes injustificados nos apoios por parte do Governo Regional”.
Apesar de receitas fiscais em valores recorde, na ordem dos 930 milhões de euros, e do maior volume de fundos comunitários alguma vez disponível para a Região, o Governo Regional agravou o saldo primário para cerca de 150 milhões de euros negativos, o triplo do verificado no ano anterior.
A situação só não assume contornos ainda mais preocupantes graças às transferências extraordinárias asseguradas pelo Governo da República, o que demonstra bem a incapacidade do executivo regional em cumprir os seus compromissos com recursos próprios.
Esta realidade explica também o facto de os Açores se encontrarem em contraciclo face à Madeira e ao restante país, que beneficiaram recentemente de revisões em alta do rating da dívida pela agência Morningstar DBRS, enquanto a Região Autónoma dos Açores manteve a mesma notação.
Caminhamos, assim, para uma situação financeira cada vez mais insustentável, como demonstra o peso crescente dos encargos com juros, que já ascendem a cerca de 75 milhões de euros por ano, e uma dívida pública regional que se aproxima perigosamente dos quatro mil milhões de euros.
O PS/Açores considera urgente inverter este rumo e pôr termo a este desmazelo orçamental, antes que os Açorianos sejam confrontados com novos sacrifícios e obrigados a suportar uma fatura cada vez mais pesada resultante da má gestão do atual Governo Regional.